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VERA LÚCIA BORGES: entrevista

 

Vera Lúcia Bógea Borges nasceu em São Paulo, capital, e é Licenciada, Mestre e Doutora em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Autora do Livro: Morte na República: os últimos anos de Pinheiro Machado e a Política Oligárquica (1909-1915).  É Professora de História do Colégio Pedro II e, recentemente, defendeu sua Tese de Doutorado, de título “A Batalha Eleitoral de 1910: Imprensa e cultura política na Primeira República”.
A entrevista foi feita em 7 de janeiro de 2010 por alunas da graduação de História da Universidade Estácio de Sá (campus Jacarepaguá): Ana Carla Peixoto Gonçalves, Mariana Abreu Gomes, Priscilla Vivacqua e Thaís Mussi, sob a orientação dos professores Eliana Vinhaes e Marcelo Biar, para a Revista Eletrônica Jacaré Acadêmico.

 


Jacaré Acadêmico - Como aconteceu o seu interesse pelo tema da sua tese de Doutorado? Há uma motivação pessoal pelo tema?
Vera Lúcia- É uma tese sobre 1a República defendida no Programa de Pós-Graduação em História da UERJ, na área de História Política. A tese é um desdobramento da minha Dissertação de Mestrado.  O tema da 1a República  surgiu  quando decidi fazer o Mestrado em 1996.  Naquele ano, a Fundação Getúlio Vargas organizava vários cursos no formato de módulos, com grandes nomes da historiografia. Os cursos eram de extensão nos quais eram distribuídos materiais e com duração de 3 a 4 meses.  Ao final eram  entregues  certificados de participação. Como tinha dúvidas quanto ao que pesquisar para me candidatar ao Mestrado, resolvi fazê-los como forma de aproximação do futuro objeto de pesquisa e, também, como atualização. Uma dessas aulas foi ministrada por Américo Freire, especialista em Primeira República e professor do Colégio de Aplicação da UFRJ. Numa de suas aulas ele fez um comentário: “O Senador Pinheiro Machado que era uma figura de destaque na 1a República é um político (personagem) que merecia um trabalho de fôlego, não existe nada produzido em termos de historiografia mais atualizada”. Anotei este comentário e fui conversar com meu possível orientador. Freqüentemente, nesses casos, temos noção de quem vai nos orientar e, na época, tanto no mestrado, quanto no doutorado escolhi o Prof. Orlando de Barros.  Falei com ele sobre a idéia e recebi a orientação para aprofundar a leitura da bibliografia sobre o assunto e organização das fontes históricas (primárias) para que pudesse construir o tema da pesquisa.
Então, foi assim que surgiu a idéia de Primeira República na minha vida. No Doutorado em 2006, novamente pedi orientação ao prof. Orlando de Barros para saber que projeto eu faria, e ele ponderou que diante da minha aproximação a Primeira República deveria desdobrar a pesquisa, o tema do Mestrado. Como tenho um livro publicado sobre o período, Morte na República (publicado em 2004), assim, já tinha um levantamento prévio para construir minha chegada ao Doutorado. A sugestão do meu objeto de pesquisa veio do prof. Orlando de Barros, isto é, trabalhar através do conceito de cultura política a imprensa na Primeira República. Para tanto, tinha, como evento-síntese do período, a disputa eleitoral à presidência da República em 1910 que apresentou dois candidatos: Hermes da Fonseca e Rui Barbosa. Normalmente, aquele momento é identificado como Campanha Civilista, que, efetivamente, refere-se apenas à candidatura Rui Barbosa. Portanto, aquela eleição tem dimensão muito maior do que aquela predominante na memória e no senso comum. Dito de outra maneira, a eleição de 1910 é também a Campanha Civilista, mas não apenas isso, pois existem muitos outros aspectos que merecem reflexão e discussão.

 

 

Jacaré Acadêmico – Qual foi a contribuição que a sua pesquisa trouxe em termos historiográficos? O que você destacaria?
Vera Lúcia- A Primeira República também é conhecida por outras expressões como: República Café com Leite, República Oligárquica, República Velha. Então, isso é uma das coisas que eu digo na tese, que ela é velha sim e em que alguns momentos ela é até caduca, só que esta caduquice não é exclusividade da 1a República no Brasil. Outros países também apresentavam os mesmos vícios, problemas políticos como os do Brasil. As denúncias de violência e fraudes eram comuns naquele período pelo mundo. Então, vamos usar uma chave que nos permita entender o período em questão, ou seja, o processo eleitoral.
Uma das grandes conquistas da Primeira República no Brasil, sem dúvida, foi o voto universal masculino, para maiores de 21 anos e alfabetizados. Apesar dessa inovação há a manutenção de um traço antigo, velho sim, porque as eleições eram fraudulentas, tinha voto de cabresto e a liderança política era exercida pelos chefes locais, os chamados coronéis. O acordo que vai selar esta prática veio com a política dos estados ou política dos governadores. De acordo com a historiografia, alguns autores consideram que este período durou até 1930 com a chegada Getúlio Vargas. Essa interpretação é defendida principalmente por Renato Lessa, autor de A invenção republicana. Entretanto, outros autores discordam da extensão de duração deste período dentre outros pontos. Neste segundo grupo, destaca-se Cláudia Viscardi, autora de O Teatro das Oligarquias (2001, editado pela C/Arte). Neste livro, ela considera a Primeira República (1889-1930) como um momento de consenso político, que tinha muito mais momentos de instabilidade e de disputa interna do que podemos imaginar. Portanto, a visão consagrada de que o acordo de governabilidade durou até 1930 deve ser revisto, pois, no máximo, durou pouco mais de dois governos, isto é, vigorou nas administrações de Campos Sales, Rodrigues Alves e parte do governo de Afonso Pena.  Afinal, a disputa de 1910 já é demonstração explícita de fissura no pretenso consenso oligárquico.
Aquela batalha eleitoral de 1910 inaugurou o modelo norte-americano com a realização de manifestações públicas, de meetings (comícios) que mobilizavam a população em geral.


 

Jacaré Acadêmico- Como você selecionou as fontes bibliográficas? Quais foram as suas dificuldades? O que você destacaria na pesquisa com as fontes tanto primárias quanto secundárias?

 Vera Lúcia- Em relação às fontes primárias, analisei as fontes do Senado Federal da Câmara dos Deputados, que estão disponíveis na Casa de Rui Barbosa. A vantagem de lá é que eu posso fazer a reprodução de até 10% do material. Outra instituição que consultei foi a Biblioteca Nacional, que conserva os periódicos, os jornais e as revistas. O trabalho com as fontes primárias ocorreu simultaneamente às leituras dos livros e artigos sobre a Primeira República.
Além disso, trabalhei também com a correspondência existente na Casa de Rui Barbosa.1  Ali a documentação está catalogada por autor da correspondência, ou seja, pelo remetente para Rui Barbosa.

Jacaré Acadêmico-   Seu orientador foi o professor Orlando de Barros. Como foi  trabalhar com ele?
Vera Lúcia- É importante que exista algum tipo de vínculo, de afinidade intelectual. No meu caso, tenho convivência acadêmica com ele desde a graduação, passando pelo mestrado e, por fim, pelo doutorado. Desta forma, eu já o conheço desde a metade dos anos 80. É importante que o orientando (mestrando, doutorando) tenha respeito e reconheça o saber e a contribuição que o orientador possa trazer para o trabalho. Afinal o orientador é alguém que vai te defender na hora que precisar e dará contribuição indispensável para você poder fazer um bom trabalho. O prof. Orlando acompanha de perto a pesquisa. Ele está sempre atento aos mínimos detalhes, trocávamos e-mails, pelo menos uma vez por semana. É importante lembrar que todo orientador tem vários orientandos para se preocupar e o orientando, nós, só temos um orientador...  O Prof. Orlando corrige o texto, desde questões da língua portuguesa até os problemas historiográficos, as dificuldades no tratamento com as fontes, dentre outros pontos. Entretanto, existe outro tipo de orientação, que chamamos de hospedeira, que é aquele orientador que não te traz problema nenhum, mas também não te ajuda em nada e isso não é legal. Ainda bem que esta não foi a minha experiência!

 Jacaré Acadêmico – Como são administrados os problemas e as divergências que surgem ao longo do processo de pesquisa?
Vera Lúcia- Na delicada relação entre orientador e orientando (a), nem sempre há concordância.  Lembro-me que, na defesa, houve um comentário de um professor da Banca Examinadora sobre a velhice da República e eu respondi com humor: "Meu orientador é especialista em era Vargas, então pra ele, a República é velha sim!" Isso foi algo que funcionou bem para mim, pois o tempo todo eu tive que rebater que o período era da Primeira República e não da República Velha, e é claro que ele me instigou. Prof. Orlando não é uma pessoa de concordar fácil, ele é uma pessoa que aponta quais são os problemas que a pesquisa tem, as lacunas, as deficiências para que na hora da argüição (exame de defesa), você não esteja desprevenido. Isto é muito importante, pois deixa o orientando seguro e, neste sentido, só tenho a agradecer!

Jacaré Acadêmico- Depois de toda a pesquisa, com todo o material em mãos, como foi feita a organização da sua tese?
Vera Lúcia – Em primeiro lugar, não devemos separar as etapas, isto é, acreditar que você vai levantar as fontes, e que só depois você vai começar a redação. Isso é bobagem! Não tem nada mais gostoso que você ir para o arquivo, levantar fontes, por exemplo, organizar a correspondência consultada, etc. Quando você acabar de fazer a transcrição, você tem a seguinte pergunta: o que fazer com esta carta? Ela é muito bacana! Onde eu vou utilizar esta carta na minha tese? Eis o problema! Façamos um paralelo com a rotina universitária: quando você vai fazer uma prova na faculdade, o professor falou uma coisa super importante, mas aonde e como eu vou colocar essa consideração muito bacana aqui nessa discussão, aqui nessa pergunta...
   Assim, faço uma observação, tão logo que levante as fontes primárias, é preciso começar a dar algum tipo de aplicação, aplicabilidade para elas. Não quer dizer que esse texto será definitivo. É importante você ter clareza do rumo da pesquisa, porque conforme você tem essa noção, isso facilita nos passos seguintes a serem seguidos.  Darei um exemplo: por que estou fazendo as transcrições da correspondência se neste momento o foco da pesquisa está na imprensa? Desta forma, se tenho clareza dos rumos da pesquisa, devo debruçar-me nos periódicos e, momentaneamente, deixar de lado as cartas por mais interessantes e sedutoras que elas possam ser. Aliás, acrescento uma dica que é sempre bacana, todo dia você tem que trabalhar na pesquisa (monografia, dissertação, tese), nem que seja para fazer o trabalho braçal. O que é o trabalho braçal? O trabalho de formatação, tipo de letra, organizar a bibliografia, completar uma referência bibliográfica, como também escrever. Todo dia tem que trabalhar, porque é como se você tivesse se deparando com aquilo. (É como se fosse uma conta para pagar, está ali e que você está no vermelho no banco, então para você prestar atenção. Não devemos procurar esquecer e apenas no final do mês, você vai se lembrar, ihhh, caramba! Esqueci de pagar a conta, estou no especial no banco...) Se ela estiver ali te desafiando/enfrentando todo dia, você terá que agir, dar movimento à pesquisa.. (Opa! Não posso esquecer isso aqui, isto é um ponto importante!) 

Jacaré Acadêmico - Quais foram os professores que compuseram sua  Banca de Doutorado?
Vera Lúcia - Todos foram excelentes escolhas e trouxeram contribuições importantes para o trabalho! De outras universidades contamos a Profª Marta Abreu, da UFF, e o Prof. Lincoln de Abreu Penna, que é professor aposentado da UFRJ, foi professor da UERJ e hoje, da Universo (Universidade Salgado de Oliveira). Por sua vez, da UERJ, tivemos o Prof. Antonio Edmilson Martins Rodrigues e o Prof. Marco Morel. Além deles, a Banca Examinadora contou com o meu orientador, Prof. Orlando de Barros, que também participa do exame, mas na hora da defesa, ele não faz nenhuma argüição. Sua atuação ali é coordenar os trabalhos, ou seja, cronometrar o tempo, redigir a ata, essas coisas. Normalmente, a dinâmica é argüição dos dois professores de fora, cada um tem mais ou menos 30 minutos para falar e eu tenho uns 15 a 20  minutos para responder. Depois há um intervalo e os professores da UERJ fazem sua argüição. Depois somos convidados a nos retirar da sala, eles redigem a ata. Ao final, todos voltam e a Banca faz leitura da Ata.

Jacaré Acadêmico - O trabalho de pesquisa para o livro é parecido com o processo de pesquisa para a tese?
Vera Lúcia – O 2 livro que publiquei  é a minha dissertação de Mestrado. Ele é exatamente isso, eu não fiz nenhuma mudança no texto. O que ele tem de diferente da dissertação é um prefácio, que foi feito pelo meu orientador,  o Prof. Orlando de Barros, e existe uma apresentação feita pelo presidente do  IHGB, o Prof. Arno Wehling.  Assim, vivo um momento diferente. Há uma sensação de angústia, porque até agora eu tinha um objetivo a atingir, um “rumo”: tinha que fazer a dissertação, e depois a tese. Terminado isso, agora eu não tenho mais essas metas, não tenho companheiro de jornada como ocorria com meu orientador. Ser doutora é isso: você ganhar sua emancipação intelectual e se dizer “- eu não preciso mais de orientador, eu sozinha sei me orientar” e essa é uma sensação complicada. Agora eu vou ter que encontrar sozinha um novo objeto de pesquisa, tentar outros vôos. Há também uma opção que descarto, o chamado café requentado, na qual você pega partes da tese e fica melhorando, dizendo com outras palavras o que você já escreveu e aborrecendo o leitor ou ouvinte, no casa de comunicações em simpósios.

Jacaré acadêmico - Como surgiu o artigo para a Revista de História da Biblioteca Nacional e publicado na edição de dezembro de 2009? Foi sua primeira vez escrevendo para uma Revista de grande circulação?
Vera Lúcia- Não, eu já publiquei na outra revista que existia, a  Nossa História, que circulou  durante certo tempo, sendo também, na época, da Fundação da Biblioteca Nacional  e publicada pela Vera Cruz. Essas revistas são bacanas porque elas são de grande circulação, o que dá uma visibilidade muito grande aos trabalhos que servem de temas para os artigos e tem uma algo que digo em sala de aula, é muito importante  que vocês estudantes e profissionais de história leiam esse tipo de publicação , não porque vão te trazer aquilo que a sala de aula não te traz, mas porque você sabe o que está acontecendo, quais são os tópicos, quem está produzindo sobre aquilo. Afinal existem trabalhos restritos aos muros da universidade e que por algum motivo não  se transformam em livro. Quando você termina o curso de Graduação, esta é uma forma de estar em contato com as novas pesquisas acadêmicas. No meu caso, o primeiro artigo na revista Nossa História (abril 2005) surgiu logo que eu lancei o livro Morte na República. A revista teve conhecimento e perguntou se eu teria interesse em fazer um artigo ligado ao livro e eu fiz isso. Desta vez foi diferente. Em janeiro de 2009, saiu um artigo na Revista de História por conta do Centenário do teatro Municipal, na época eu estava pesquisando nos periódicos da Biblioteca Nacional e tinha a leitura das plataformas eleitorais tanto do Hermes da Fonseca como do Rui Barbosa que foram feitas em teatro, do Hermes no Teatro Municipal e a do Rui no Teatro Lírico, que não existe mais. Desta forma, escrevi para a redação e perguntei se eles sabiam que, além de um lugar de espetáculos, óperas, balé e outras coisas, o Teatro Municipal também era palco de manifestações políticas. Diante da novidade, veio o convite para escrever outro artigo, novamente aceitei e preparei-o entre fevereiro e março de 2009 e fiquei esperando sua inclusão na pauta da revista.  

 

 

Jacaré acadêmico- Como conciliar o lado da sala de aula com o ofício de historiadora? Fale um pouco da sua experiência docente.
Vera Lúcia - Nós temos o lado sala de aula, atualmente leciono no Colégio Pedro II na Unidade Engenho Novo II. É difícil ganhar dinheiro como historiadora, pago conta com o dinheiro de sala de aula. Uma coisa que acho que é bacana é que eu não fui Doutora com 30 anos de idade, eu tenho 42 anos, portanto minha trajetória é distinta. Nada contra, mas penso que é complicado ser doutor tão jovem sem nunca ter trabalhado efetivamente no magistério. O que quero destacar é que é muito legal para vocês, que estão em processo de formação, buscarem os títulos de mestre e de doutor, mas saibam que, é importante, também, o magistério, a sala de aula. Foram inúmeras vezes, dentro de sala de aula, inclusive, explicando Primeira República e, às vezes, discutindo outros assuntos da história da sala de aula, que vieram idéias importantes para a minha pesquisa, a ponto de parar a aula para anotar algo, para que depois eu me lembrasse daquilo. Não ache que você vai sentar e a idéia vem, porque as coisas acontecem no turbilhão. Mas também não vá deixar as coisas muito lá pra frente. Uma coisa legal é você conciliar a pesquisa com o magistério e isso é plenamente possível! Quando entrei no Doutorado, eu tinha quatro empregos, hoje em dia eu não os tenho todos. Também não podemos achar que nós somos apenas um título, o título, ele é bom, faz parte, eu lembro que assim que eu defendi minha tese, fiquei pensando: para que aquele trabalho todo?  Mas, rapidamente, alguém, que nunca te chamaria para um determinado trabalho, te chama. A sua rotina, o seu dia a dia, não muda, mas mudam as suas perspectivas de médio e longo prazo.  É um concurso que você pode fazer, é um convite para participar de um seminário, se você não tiver esse título de doutor, você automaticamente está excluído. Você não é melhor, nem pior, mas você está apto para participar do processo, das disputas e dos desafios existentes na profissão e isso faz a diferença!

*1 Casa de Rui Barbosa- rua São Clemente, 134, próximo à estação Botafogo do Metrô, no  Rio de Janeiro. tel: 21. 3289-4600.  site:  www.casaruibarbosa.gov.br
*2 Morte na República: os últimos anos de Pinheiro Machado e a política oligárquica (1909-1915).  Rio de Janeiro: Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro: Editora Livre Expressão, 2004.
*3 Revista de História - A Revista de História da Biblioteca Nacional e o seu site são publicações da Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional (Sabin), com apoio do Ministério da Cultura e patrocínio da Petrobras e outras grandes empresas, sob o amparo da Lei Rouanet.  Site: www.revistadehistoria.com.br
A Profª. Vera Lúcia Bogéa Borges teve seu artigo: Disputa de Verdade, publicado na Revista de História da Biblioteca Nacional. nº 51. Dezembro de 2009.

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